Dezembro 3, 2009

“La danza delle scatole di latta”

Beh … mi tocca scrivere un post in italiano poiche mi sono iscritta ad uno scambio di scatole di latta organizzato da un blog bellissimo, che seguo dal suo inizio – Calme et Cacao … quanto mi piace quest’idea di scambi via posta, la lentezza, l’aspettare, mi sono dimenticata di com’era una volta…

Le scatole di latta mi piacciono molto, mi ricorda la casa di mia nonna dove c’erano sempre i burrosi biscotti danesi Royal Dansk. Erano tutti diversi, avvolti in carta velina e disposti su due strati. I miei preferiti erano quelli che assomigliavano agli occhi di bue, con un goccio di marmellata rossissima all’interno …oppure quelli cosparsi di granelli di zucchero … Poi queste scatole erano decorate con immagini di cottage tra gli alberi, mi facevano sognare …

La scatola che spedisco e’ una scatola natalizia. All’interno qualche regalino che si adegua alla stagione : una presina ricamata a mano (da me ovviamente), una candela profumata con profumo di “Christmas cookies canadesi”, adesivi per i regali, le formine in carta decorate per i cupcakes (i dolci tipo muffins che se fanno in America con tanto di decorazioni …) il tutto avvolto in nastro di Natale in stoffa … Per adesso non lascio qui il link del blog a cui tocchera’ … lasciamo che la sorpresa faccia il suo effetto :-)

Dezembro 1, 2009

Resumos com o café ………

Tomo o café, depois do jantar. E como ainda estou com as “mãos na massa” (os livros ainda estão aqui por casa), e estou a ouvir um programa de jazz fantástico na radio que me convida a escrever … vou-vos falar dos últimos livros, tão heterogéneos entre si, que trouxe da biblioteca.

Começo com as futilidades do livro do Mizrahi – “Como ter estilo” – para condizer com a musica da Sarah Vaughan que estou a ouvir neste momento. Algumas dicas para ser “estiloso”:

1a máxima : um vestido preto de manga curta nunca fica fora de moda – verdade, uso um desses com complementos diferentes, desde echarpes a boleros em muitas ocasiões e parece sempre diferente… 2a máxima : “home is where the toiletries are”, verdade outra vez, nunca devo esquecer os meus complementos quando viajo, por exemplo uma pashmina protege-me do frio dos aviões e ao mesmo tempo ajuda a “maquilhar” qualquer conjunto banal. De qualquer maneira, eu adoro lenços e companhia, nunca me esqueceria de os levar comigo. Nao devo esquecer de por alguns colares na mala :-) 3a máxima : “play up your best features” Qual é a parte preferida do meu corpo que quero valorizar ? os lábios, penso. E de facto, adoro baton encarnado. 4a máxima : perguntar a si própria : “quem sou e para quem me estou a vestir ?” – esta e uma questão que me fez rir … mas ter esta resposta é que me permitira “look and feel yourself” naquela ocasião especial … segundo o autor.

O livro do Tellis e fantástico, mistura conhecimentos médicos a alusões a poetas, escritores e filósofos para nos falar das maravilhas que se passam na nossa cabeça. O livro começa assim : ” Olhe para um espelho. Nada pode ser mais rotineiro, é algo que fazemos sem pensar, todas as manhãs, quando preparamos as nossas caras para o julgamento do mundo exterior. E, no entanto, é um acto extraordinário . Nada pode ser mais directo do que a relação da sua cabeça e a imagem do espelho (…) Nada nos é tão familiar e no entanto sabemos tão pouco sobre a nossa cabeça. A cabeça é um sitio de tráficos sem fim …” Um universo fascinante e ainda estou a meio do livro….

Quando ao livro do Kafe Fassett é uma delicia só de folhear e ver aqueles quilts com cores de sonho.

Novembro 30, 2009

Arroz e livros

Gosto de arroz, de todas as formas e feitios : os arancini, os risotti, o arroz doce, o arroz Jollof africano, a paella, os mochi japoneses ….Em consequência, compro arroz em quantidade, daquele que vem embalado em grandes sacos decorados com desenhos e grafismos naifs que me encantam … Lembro-me de ver crianças em África a usar sacos de arroz, ou mesmo de pesticidas (!) em plástico colorido para levar os livros para a escola … A necessidade reinventa as coisas… Porque não, de facto, reutilizar estes sacos, reciclando-os em sacos para compras ?

Porque será que este saco de arroz paquistanês tem como logo um barco fenício ? Intrigante fantasia! Transformei-o num saco para trazer os livros da biblioteca. Como um Magritte : ceci n’est pas un sac à riz ……….. ;-)

Novembro 26, 2009

Na biblioteca do bairro

Adoro bibliotecas. Por alguma razão é um dos primeiros sítios que “inspecciono” quando me instalo num novo país. Sofro de bulimia de livros e as bibliotecas permitem-me folhear e conhecer livros que talvez nunca chegue a comprar … ou então a espicaçar-me a vontade consumista de os possuir. Gosto de saborear a abundancia de livros nos corredores , de me sentar na confortável sala fora de moda , gosto de bisbilhotar o que estão a ler os outros, de ver a prateleira das sugestões do mês e do book club da 4a feira ao fim da tarde…

Voltamos a casa sempre com mais de um livro no saco. As vezes encontro as marcas dos leitores que me precederam nos livros, as datas que indicam o período em que guardaram o livro em casa, um bilhete de autocarro ou um post-it escrito esquecido entre as paginas. São segredos escondidos por detrás do segredo do livro em si.

Dizem que a leitura é um acto solitário mas, afinal, acho que não é tanto assim. E as bibliotecas estão ali para isso, para estimular as trocas e relações entre os leitores. E ou não é assim, Clara ?

Só com uma biblioteca nas proximidades, posso, caprichosamente, trazer livros para ler tão disparatadamente diferentes (!) como : ………Selected short stories – da canadiana Alice Munro ; The kingdom of a infinite space- a portrait of your head – escrito por Raymond Tellis ; Kaffe Fasset – Passionate patchwork-over 20 original designs ; e do fabuloso nova-iorquino Isaac Mizrahi, How to have style !!!!!!!!!!!!!!!!

Logo vos conto se me satisfizeram o apetite …………….

Novembro 24, 2009

Pisa papéis

São objectos relativamente inúteis, a menos que na proximidade da nossa pilha de papeis esteja uma potente ventoinha !!!

Mas, por vezes seguro-os na mão, envolvendo-me em sensações, recordações … O meu pisa-papéis preferido é uma pedra da calçada de Lisboa. E também um vidro “millefiori” de Murano.

Penso no filme “The safety of objects”: os objectos são tranquilizantes, estão ali quietos para nos agradar e não pedem nada em troca.

Novembro 22, 2009

Instruções para capa de almofada

Trouxe almofadas de sumauma na mudança. E agora ando a cobri-las de tecidos coloridos, espalhando-as pela casa como marcas pessoais.

Hoje apeteceu-me fazer de “professora on-line” e mostrar-vos como fazer facilmente uma capa de almofada :

1. Cortar 1 rectângulo com a medida do comprimento e da largura da almofada a cobrir, acrescentando 2,5 cm para as bainhas (por ex. a minha almofada : 70×30). Cortar um segundo rectângulo para a parte de trás, adicionado de 10cm de comprimento (ou seja : 80×30). Cortar este segundo rectângulo em duas partes iguais.

2.Fazer a bainha nos lados cortados de forma a que o acabamento da futura abertura da almofada fique perfeito !

3.Sobrepor estes dois rectângulos mais pequenos (que contituem a parte de trás da almofada com a abertura) contra o rectângulo da frente da almofada, direito contra direito. Coser todo o contorno.

4.Virar a almofada para o lado direito e encher pela abertura.

Et voilà ! Esta almofada foi para o meu lugar de leitura preferido ….

Novembro 21, 2009

Com moldes é fácil

Nao admira que haja tantas crafters norte-americanas ! Nos supermercados encontro tudo o que preciso para coser, para pintar, para moldar … E para não falar dos grandes supermercados para costura e patchwork tipo Fabricland, onde há de tudo, desde moldes , com a escolha dos tecidos feita e ate já cortados ! … qual e a graça, então ? pois, boa pergunta. Mas a América e assim mesmo…

Prefiro usar moldes em que posso ser eu a escolher os tecidos. Eu que adorava os tecidos da Amy Butler e afins, estou a ficar enjoada de os ver em quantidade. Por isso vou ao meu baú de tecidos africanos e é com eles que começo a fazer presentes de Natal ! O resultado é bem diferente do modelo (Simplicity), pois claro. Exclusivo ! ;-)

E vou realizar todos os outros projectos ….

Novembro 19, 2009

Amiga, precisa-se

Sair e encontrar muitas pessoas novas. Encontros imediatos e fragmentados. Tantos rostos e conversas. Copos com gelo, perfumes e vozes de perto. E depois, volto para casa e penduro o vestido. O perfume ainda se sente, mas já leve e distante.

Ah, como sinto falta de uma amiga ! daquelas com quem nem é preciso dizer nada para que ela entenda o que eu quero dizer … Mas, como também os meus filhos se apercebem ( porque também eles chegaram aqui há pouco )… é preciso muito tempo para encontrar um amigo .

E daqui mando uma mensagem à minha melhor amiga : “Promise you won’t forget me, because if I thought you would, I’d never leave” . :-)

Encontrei esta frase numa página do livro que o meu filho lê neste momento – The complete tales and poems of Winnie the Pooh de A.A.Milne. E penso que este é um dos livros clássicos infantis que melhor explica o valor da amizade :

- “How lucky I am to have something that makes saying goodbye so hard” diz o Winnie the Pooh

- “Friendship is a very comforting thing to have” diz o Christopher Robin

-” You can’t stay in your corner of the Forest waiting for others to come to you.You have to go to them sometimes.” diz o Winnie the Pooh

Delicioso.

Novembro 19, 2009

Capa de edredon

Precisava de uma capa destas para a minha cama americana. Usei como modelo e medidas uma fronha de edredon da Ikea daqui (de tamanho king size, diferentes das europeias) para fazer esta, com retalhos de tecidos africanos. Escolhi aqueles com cores mais quentes e solares para me recordarem o meu querido Burkina nas noites de Inverno.

Novembro 14, 2009

… e viveram todos felizes e contentes ?

mc 229

Talvez não tenha sido uma boa ideia levar crianças a ver esta exposição… Aqui não há happy endings ! Ou serão mais chocantes certas imagens que passam na televisão ?

A princesa Jasmina do Aladino vai para a guerra armada de metralhadora, a Branca de Neve é uma espécie de mãe suburbana, sobrecarregada de anoezinhos-filhos e um marido-príncipe colado à televisão com a sua cerveja, a Bela (do Monstro) sujeita-se a uma operação plástica, a Rapunzel perde os seus longos cabelos devido à quimioterapia …

Gostei muito de conhecer o trabalho desta fotografa canadiana que, de uma forma tão irreverente e irónica, questiona a vida das mulheres de hoje ! O que conquistámos desde os tempos da “Carochinha” ? ;-)