Fevereiro 9, 2010

Outro pirex para a minha colecção ! Amarelo açucarado por fora, branco por dentro. Deve ser dos anos 50 ou 60 e parece saído de um programa televisivo da Maria de Lurdes Modesto, a nossa Julia Child desses tempos !
Aliás, outro tesouro histórico que tenho é um livro que me deu a minha tia L. : ”Receitas da TV” da M. de Lurdes Modesto ; as fotos tiradas durante o programa televisivo com os utensílios da época e as mesas postas com adereços de época são deliciosas ! E faço muitas vezes a tarte de atum com a receita desse livro .

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Fevereiro 5, 2010

Gosto de ver as diferenças entre as roupas tradicionais da diferentes etnias dos índios da América do Norte. Por isso comecei uma colecção de bonecas de papel . No mundo das bonecas de papel tudo é pitoresco, idealizado. Um mundo sorridente e folclórico onde encontro rápidamente todos os adereços típicos das roupas dos índios. Os mocassins por exemplo.
Existe um museu fantástico em Toronto, um verdadeiro paraíso para a Imelda Marcos - The Bata Shoe Museum – que conta a história dos sapatos de uma forma fascinante. Aí estão expostos milhares de sapatos e entre eles também mocassins com aplicações de missangas, com pêlo de cão e com bordados lindíssimos. Vejam também aqui estes mocassins.
“Do not judge your neighbour until you walk two moons in his mocassins” – um provérbio interessante dos índios Cheyenne , li numa inscrição no museu de Antropologia.
As casas aqui são até demasiado aquecidas para usar umas pantufas assim tão felpudas. Mas não pude resistir a estes mocassins cosidos à mão. (Apesar de continuar também a calçar as minhas frescas babouches marroquinas …)

Bom fim de semana !
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Fevereiro 1, 2010

Para além de alce cozido, sopa e pastéis de foca, presunto temperado com xarope de ácer e línguas de bacalhau fritas … este país tem outras delícias (do mar, neste caso) que eu aprecio mais, provenientes de uma região onde os portugueses chegaram há muitos séculos – a Terranova. Por aí também andaram desde sempre na árdua pesca do “nosso” bacalhau.
Descobri no livro de Anthony de Sá, um escritor canadiano de ascendência portuguesa, a história da difícil experiência de um pescador emigrante e das suas desilusões : “The Portuguese call it saudade: a longing for something so indefinite as to be indefinable. Love affairs, miseries of life, the way things were, people already dead, those who left and the ocean that tossed them on the shores of a different land–all things born of the soul that can only be felt. Manuel Antonio Rebelo was a product of this passion. He grew up with the tales of his father, a man who held two things most sacred, God and cod–bacalhau–and not always in that order. His father’s words formed vivid pictures of grizzled brave fishermen and whale hunters who left their families for months to fish the great waters off Terra Nova, the new land”. in “Barnacle love” . É este o livro que comecei a ler e desde então vejo Manueis Antónios Rebelos em tantos carros que cruzo com a bandeira dos Açores pendurada no espelho retrovisor …
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Janeiro 24, 2010
São os nossos interesses que nos levam a encontrar novos amigos ou são os novos amigos que nos despertam novos interesses ?
Sinto-me contente como uma criança que encontrou o seu primeiro amigo na escola primária. Tenho uma nova amiga. A M. vem de um país que sempre me fascinou, e já viveu em países onde eu vivi. E deu-me a provar o seu bolo de Castela, uma delícia ligeiríssima.
Na terça-feira vamos dar um passeio de raquetes e depois almoçamos juntas. Vai ser bom !

Paisagem de neve, a caminho do monte Fujisan, ilustrada por Pierre Mornet - a neve por vezes tem estes reflexos rosados, é maravilhoso.
Janeiro 19, 2010
Todos podemos fazer qualquer coisa para ajudar o Haiti. Eu fiz geleia de marmelo, com uma receita fácil que encontrei neste livro -Na escola dos meus filhos organizam uma venda de bolos, bolachas e compotas e até velas perfumadas feitas em casa. Todo o dinheiro irá para o Haiti.

Janeiro 18, 2010

Pois é. A nossa velha Europa tutela os seus cidadãos. Legisla sobre a interdiÇão de corantes, aditivos e outras porcarias na alimentação. Sobre os valores-limite de benzeno e monóxido de carbono no ar ambiente. E proíbe a utilização do amianto, considerado altamente cancerígeno.
Foi feita uma inspecção à casa onde estamos e foi detectado amianto. Uma dose tolerável para os norte-americanos. Mas nós somos cidadãos europeus e regulamo-nos, felizmente, por regras diferentes. Por isso vamos ter de mudar de casa. O problema vai ser encontrar uma casa livre de amianto. Parece que por aqui 90% das casas têm este material. Sobretudo as mais antigas. E as mais modernas encontram-se em zonas suburbanas, bairros que concretizam o sonho americano, com grandes relvados à volta e fontes neo-clássicas no jardim, do estilo “Desperate housewifes” mas onde eu detestaria morar …
Parece-me afinal, que as flores frescas que pus na janela da minha cozinha não trouxeram ondas positivas a esta casa …
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